ESPLANAÇÃO
Numa esplanada do Príncipe Real (Lisboa) aterrei num recife entalado entre duas mesas cobertas de modelos. Meninas e meninas estendidos languidamente sobre uma toalha amarelada, as bocas oferecidas em direcção ao cigarro. Falavam de vez em quando, ora uns com os outros, ora uns com os telemóveis. Mas, por estranho que pareça, não lhes saíam palavras. Era mais uma lenta dança de gestos estudados enquanto um vazio subia dos centros das mesas e enchia toda a esplanada.
Pensei como seriam por dentro. E pareceu-me que haveriam de ter as tripas tristes...
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